sábado, 17 de junho de 2017

Os Melhores de 2016/2017

Eis os melhores da Liga Portuguesa, em 433:


Guarda-Redes: Iker Casillas
Defesa Direito: Nélson Semedo
Defesa Esquerdo: Grimaldo
Defesas Centrais: Coates e Lindelof
Médio Defensivo: William Carvalho
Médios Interiores: Pizzi e Oliver Torres
Extremos: Gelson Martins e Krovinovic
Avançado: Bas Dost

Treinador: Luís Castro

Suplentes, em 343 losango:

Guarda-Redes: Ederson
Defesas Centrais: Luisão, Marcano e Josué
Médio Defensivo: Fejsa
Médios Interiores: Vasco Rocha e Matheus Oliveira
Médio Ofensivo: Francisco Geraldes
Extremos: Iuri Medeiros e Otávio
Avançado: Jonas

Treinador: Nuno Manta

26 comentários:

The Beast OnFire disse...

O que achas do Gelson? One dimensional ou tem espaço para melhorar?

João disse...

Era fixe um texto com mais conteúdo onde falasses sobre as tuas escolhas. Não teria que ser feito de uma vez, poderias partir em 3 ou 4 posts, fazendo um por posição por exemplo. Até para não te tomar demasiado tempo a escrever.

Gostei dos 11 apesar de não conhecer bem o Vasco.

Gonçalo Duarte disse...

Concordo com o 11 mas trocava Casillas por Ederson,apesar de ainda não ser tão forte entre os postes como o espanhol domina em tudo o resto e é sem dúvida o protótipo de Gr moderno falta afinar ainda a construção mas não foi estimulado para tal esta época
Achas que Mattheus Oliveira tem condições para ser 8 numa equipa de JJ?

bio disse...

Ui Nuno,

Então meteste o William?

Vão comer-te vivo, nickel picking e coiso ;)

Eu Trocaria o Casillas pelo Ederson e o Oliver pelo Chico.

Gostei muito da tua escolha para treinador.

Interessante ver o futebol do Braga antes e depois do Peseiro, já agora.

Um abraço,

Mike Portugal disse...

Como é que não consegues encaixar por aí o Podence? ;)

Miguel Pinto disse...

Não concordo com a escolha do Oliver Torres. Uma coisa é o valor intrínseco do jogador outra coisa é aquilo que ele fez esta temporada. Manifestamente fez menos que por exemplo o Krovinovic. Não por culpa dele mas sim por causa da forma como o NES abordava os jogos. Estranho também a ausência do Gil Dias porque na minha opinião foi uma das maiores revelações desta liga.

Abraço

Nuno disse...

The Beast onFire diz: "O que achas do Gelson? One dimensional ou tem espaço para melhorar?"

Acho que pode melhorar. Aliás, acho que melhorou bastante na última época.

João diz:"Era fixe um texto com mais conteúdo onde falasses sobre as tuas escolhas."

Se tivesse tempo, talvez. Mas sobre algumas das escolhas já falei aqui noutras ocasiões.

Gonçalo Duarte diz: "Concordo com o 11 mas trocava Casillas por Ederson"

O Casillas foi de tal modo decisivo nos jogos com os outros grandes que me parece justo.

"Achas que Mattheus Oliveira tem condições para ser 8 numa equipa de JJ?"

Acho que não. Não tem o perfil de médio que o Jesus aprecia para essa posição.

bio diz: "Vão comer-te vivo, nickel picking e coiso ;)"

O "cherry picking" só sabe dizer que sou ridículo. Sabe lá alguma coisa de futebol.

"Interessante ver o futebol do Braga antes e depois do Peseiro, já agora."

Pois foi. É bem feito. O resultadismo devia ser sempre castigado.

Mike Portugal diz: "Como é que não consegues encaixar por aí o Podence? ;)"

Continuo a não ser o maior fã do Podence. Acho que é muito bom em movimentos de ruptura e, portanto, pode ser de uma utilidade tremenda em certas equipas. E até apareceu bem, nesta fase final da época, a aproveitar as oportunidades que lhe deram. Mas no Moreirense era desesperante. A quantidade de vezes que se agarrava à bola sem critério nenhum...

Miguel Pinto diz: "Não concordo com a escolha do Oliver Torres. Uma coisa é o valor intrínseco do jogador outra coisa é aquilo que ele fez esta temporada. Manifestamente fez menos que por exemplo o Krovinovic."

Miguel, o Krovinovic também está no onze. Seja como for, eu acho que essa impressão é influenciada pelo que se passou no último terço do campeonato, em que o Oliver perdeu protagonismo e chegou mesmo a ficar no banco. Já se sabe que a última impressão, muitas vezes, é que conta, e as pessoas esquecem-se do que se passou no resto do campeonato. O Oliver começou muito bem, tal como, aliás, o Otávio. E a qualidade que apresentou no primeiro terço do campeonato não a vi em mais médio nenhum em Portugal esta época. Seria um crime não estar no onze. Isto apesar da forma de jogar do NES, que acho que se foi tornando cada vez mais inadequada às qualidades do Oliver.

"Estranho também a ausência do Gil Dias porque na minha opinião foi uma das maiores revelações desta liga."

Não gosto particularmente do Gil Dias. É rápido, mas é a única característica interessante que tem.

Miguel Pinto disse...

Puseste o Krovinovic a extremo e ele nunca jogou nessa posição. Por isso falei no Gil Dias. Mas pode ser que mudes a opinião que tens dele em breve.

Mike Portugal disse...

Nuno,

Eu rebato a tua opinião com o seguinte: no Moreirense ele quase que era obrigado a ter as despesas do jogo devido à falta de qualidade dos jogadores à sua volta (tirando Geraldes). No SCP (e considerando que vi todos os jogos em que ele jogou), sempre combinou com os colegas, especialmente Dost e Gelson, criando sempre muito perigo. Acredita que não é um jogador só para ruturas. No SCP não sente a necessidade de carregar tudo às costas pois tem lá jogadores de qualidade e um treinador que puxa por ele em termos de jogo coletivo.

Nuno disse...

Miguel, eu sei que o Krovinovic não jogou aí. Mas a alternativa era ficar só com um extremo, ou meter o Gelson a avançado. Na prática, podia perfeitamente jogar a partir da esquerda e a vir para dentro. Quanto a alternativas, pus duas nos suplentes, o Iuri e o Otávio, e pensei noutros: Corona, Brahimi, Fábio, Pedro Santos, Podence. Não pensei no Gil Dias.

Mike Portugal, eu também vi jogos no Sporting, e sim, não se agarrou à bola como no Moreirense, e até esteve muito bem nalguns jogos. Mas não acho que seja especialmente bom a jogar por dentro, em combinações curtas com os colegas ou a encontrar soluções inesperadas. Acho-o limitado nesse aspecto. É um jogador de rasgos, muito forte na forma como se dá ao jogo e como aproveita diagonais curtas, mas de quem não se pode esperar muita criatividade.

RMSCP disse...

Eu também concordo com o Mike em relação ao Podence. Não acompanhei muitos jogos dele no Moreirense por isso não posso tirar grandes conclusões mas no Sporting fez jogos/minutos bastante bons. Parece-me forte em condução e a jogar em espaços reduzidos.



" (...) Mas não acho que seja especialmente bom a jogar por dentro, em combinações curtas com os colegas ou a encontrar soluções inesperadas. Acho-o limitado nesse aspecto. É um jogador de rasgos, muito forte na forma como se dá ao jogo e como aproveita diagonais curtas, mas de quem não se pode esperar muita criatividade."

Na minha opinião, isto descreve mais o Gélson do que o Podence.


Cumps

AD disse...

Nuno, o que achas do Bruno Fernandes?

DM disse...

Vou entrar aqui também na "onda Podence". Discordo completamente quando dizes que ele não é criativo. Acho que é bastante criativo e bastante forte a encontrar soluções "fora da caixa" em espaços curtos e sob pressão. Por isso é que resultou tão bem como 2º avançado.

Em relação aos restantes parecem-me relativamente consensuais. Se bem que não consegui ver assim tanta qualidade esta época ao Krovinovic para ser uma escolha imediata para o melhor XI

César Vieira disse...

Mensagem recebida:

"Mesmo tendo subtraído os teus últimos comentários, o gajo do Entre Dez não se coíbe de ensaiar uma boquita de merda como quem não entendeu, não sabe ou não quer entender o que lhe escreveste...
Que carácter!"

Nuno disse...

RMSCP diz: "Na minha opinião, isto descreve mais o Gélson do que o Podence."

Eu acho que o Gelson está a ser penalizado por jogar junto a uma faixa e por o modelo do Jesus, sobretudo na segunda metade da época, não lhe exigir nada de especial.

AD diz: "Nuno, o que achas do Bruno Fernandes?"

Acho-o muito bom tecnicamente e competente no um para um. Mas não o acho especialmente criativo, e não o vejo como médio. Dava para extremo a jogar por dentro, ou segundo avançado.

DM diz: "Acho que é bastante criativo e bastante forte a encontrar soluções "fora da caixa" em espaços curtos e sob pressão. Por isso é que resultou tão bem como 2º avançado."

Pois, eu não acho. Acho que resulta como segundo avançado porque é repentista, porque sabe manobrar em espaços curtos e porque é explosivo no um para um. Acho-o parecido com o Rafa e o Jota, por exemplo. Para mim, não é um criativo.

César Vieira, estavas à espera que os teus amigos te dissessem que és atrasado mental?

César Vieira disse...


Achas mesmo que essas merdices me afetam?
As tuas tentativas de ofensa só dizem de ti, não dizem de mais ninguém!

Faz-te um homenzito mas é e explica lá isto:

1. Defendes que o futebol que não é jogado da forma que tu achas que deve ser é "obsoleto e improdutivo". Esse futebol muitíssimas vezes atinge os seus objetivos (sabes o que querem dizer as palavras "obsoleto" e "improdutivo"?)
2. Defendes que ficar à frente do adversário, ganhar os jogos ou as competições, não é o principal objetivo deste jogo profissional em competição.
3. Defendes que ganhar recorrentemente não é possível jogando de outra forma diferente da que tu achas que deve ser, mas na verdade verifica-se o que acontece no ponto 1.
4. E por aí fora...

Nuno disse...

1. Não sei se tens estado atento, mas há diversos factores que influem no sucesso de uma equipa. O que não falta por aí são equipas campeãs cujo futebol praticado é obsoleto e improdutivo.

2. Defendo?

3. A não ser que a concorrência seja igualmente má. Aí sim, porque há sempre alguém que tem de ganhar.

César Vieira disse...

Ganhar sendo obsoleto e improdutivo? Se ganha a teórica e alegada obsolescência não se está a verificar na prática. Se ganha é produtivo, dado que é o principal objetivo do jogo.

Resposta dada por ti quando te disse que o objetivo é ganhar: "Não, não é. O objectivo do futebol é jogar bem."

Que equipas que jogam da forma que tu achas que é a forma certa têm ganho recorrentemente?

RMSCP disse...

"Eu acho que o Gelson está a ser penalizado por jogar junto a uma faixa e por o modelo do Jesus, sobretudo na segunda metade da época, não lhe exigir nada de especial."

Concordo, mas porque é que achas que isso acontece? Ordens do JJ? Ele tem muita tendência a fugir para a linha (também pelo facto de ser destro) mas creio que no início da época não era tanto assim...

O Podence fez um jogo na posição dele e jogou muito mais dentro. Foi, provavelmente, o único jogo em que a qualidade do Sporting se aproximou da da época passada.

Cumps

Nuno disse...

César Vieira diz: "Ganhar sendo obsoleto e improdutivo? Se ganha a teórica e alegada obsolescência não se está a verificar na prática. Se ganha é produtivo, dado que é o principal objetivo do jogo."

Lembras-te de falarmos de honestidade? Cá está mais um exemplo. Não é ganhar sendo obsoleto e improdutivo. É ganhar com um modelo de jogo obsoleto e improdutivo. Sim, é possível ganhar-se e verificar-se tal obsolescência e improdutividade. Com jogadores que, individualmente, compensem essa obsolescência e improdutividade, com falta de concorrência, com arbitragens, com sorte, etc.

"Resposta dada por ti quando te disse que o objetivo é ganhar: "Não, não é. O objectivo do futebol é jogar bem."

Outro exemplo de desonestidade. O objectivo do jogo A CADA INSTANTE é jogar bem. Esqueceste-te do mais importante? Ganhar é uma consequência de jogar bem a cada instante.

"Que equipas que jogam da forma que tu achas que é a forma certa têm ganho recorrentemente?"

Terceiro exemplo de desonestidade. Estás em grande, hoje. Respondi-te a isto na caixa de comentários anterior. Se queres fingir que não leste, problema teu.

RMSCP diz: "Concordo, mas porque é que achas que isso acontece? Ordens do JJ? Ele tem muita tendência a fugir para a linha (também pelo facto de ser destro) mas creio que no início da época não era tanto assim..."

Tenho a certeza. No início da época, não era isso que JJ lhe pedia. Aliás, pedia-lhe constantemente para vir para dentro. A dada altura, o JJ abdicou de muitas coisas e procurou trabalhar o jogo sobretudo para tirar partido do jogo aéreo do Bas Dost. Daí ter passado a procurar muito mais os duelos individuais, a linha de fundo e os cruzamentos do meio da rua. O jogo interior deixou de ser a prioridade e o rendimento acabou por acusar isso, parece-me.

RMSCP disse...

"(...) A dada altura, o JJ abdicou de muitas coisas e procurou trabalhar o jogo sobretudo para tirar partido do jogo aéreo do Bas Dost. Daí ter passado a procurar muito mais os duelos individuais, a linha de fundo e os cruzamentos do meio da rua. O jogo interior deixou de ser a prioridade e o rendimento acabou por acusar isso, parece-me."

Pois, por isso é que fizemos uma época digna de um Paulo Sérgio desta vida... Não consigo perceber como um treinador como o JJ decide simplesmente desistir do jogo interior (ainda por cima tendo os laterais que tem). Isto é algo que tem sucedido muitas vezes no Sporting (tanto Leonardo Jardim e Marco Silva fizeram o mesmo por exemplo). A excepção foi mesmo a época passada.

Cumps

César Vieira disse...

Chama-me atrasado mental, desonesto, etc, o que queiras.

"
Lembras-te de falarmos de honestidade? Cá está mais um exemplo. Não é ganhar sendo obsoleto e improdutivo. É ganhar com um modelo de jogo obsoleto e improdutivo."
Isto é ridículo!"
O ponto aqui é que não tem qualquer sentido dizeres que modelos diferentes dos que defendes são obsoletos e improdutivos, quando atingem os seus objetivos uma e outra vez.
Não demonstras em nenhum momento que os modelos de jogo de que não gostas sejam obsoletos e improdutivos. O atingimento dos objetivos dessas equipas demonstram o contrário.

Estás agora a acrescentar o "A CADA INSTANTE", não o escreveste na resposta que eu citei. Além disso essa nuance não altera em nada porque a tua resposta foi "não, não é." Gostas de jogar com ênfases que te servem em cada momento, mas em concreto disseste que o objetivo não é ganhar e que ganhar é uma consequência de jogar bem, jogando de forma não obsoleta e improdutiva. No entanto, de forma obsoleta e improdutiva segundo a tua visão, muitos têm a tal consequência de jogar bem.

Não respondeste a isto não.
Quando dizes que a recorrência de vitória não é possível jogando de forma obsoleta e improdutiva "A não ser que a concorrência seja igualmente má. Aí sim, porque alguém que tem de ganhar.", estás a nivelar por baixo muitas equipas. Achas por exemplo que a Juventus não tem concorrência que não seja, para ti, igualmente má? Sabes o que estás a dizer do Napoles, ou o Tottenham, etc, etc, etc?
Agora vais-me acusar de desonestidade e vais colocar ênfases e acrescentar nuances?

É ridículo defenderes que ou se joga da forma que tu defendes ou só se ganha por obra do acaso.
Em determinados momentos é o acaso, noutros é a qualidade dos jogadores... até já recorres às arbitragens. Qualquer dia é por causa da Nossa Senhora do Caravaggio...
Seja como for, não demonstras que as formas que jogar diferentes do que defendes sejam obsoletas e improdutivas.

Se tu me dissesses algo como, 'eh pá, eu acho que é muito melhor jogar de uma determinada forma do que de qualquer outra e como tal dramatizo nos meus textos para tentar valorizar o que eu mais prefiro, utilizo o exagero literário com afirmações perentórias, embora não tenha todos os dados em meu poder para o poder fazer, e tento tornar a minha opinião numa verdade absoluta; a ver se os patinhos caiem.'... mas não dizes isso, ficas a defender-te como se em nada houvesse de exageros teus, embora entres em contradições. Como tal fico preocupado com os teus raciocínios que têm logicamente a lógica afetada.

bio disse...

RMSCP, a razão foi a mesma, o objectivo foi limitar as perdas no corredor central, porque andávamos comer golos de forma parva e sucessiva.

Assim sendo, colocas o teu principal desequilibrador por fora, quando ele ou o ezekiel desta vida perde a bola, perde no corredor lateral, onde estarás mais defendido.

É um processo errado, mas o Jota tomou o caminho fácil.

Nuno disse...

César Vieira diz: "O ponto aqui é que não tem qualquer sentido dizeres que modelos diferentes dos que defendes são obsoletos e improdutivos, quando atingem os seus objetivos uma e outra vez."

Mas são os modelos que atingem os objectivos ou são as equipas? Que cabecinha a tua... As equipas atingem objectivos. Podem atingi-los por causa dos modelos ou por outras causas.

"Estás agora a acrescentar o "A CADA INSTANTE", não o escreveste na resposta que eu citei."

Não há como não te adorar. Só vens cá para uma coisa: dizer que eu faço batota a conversar, que ponho a ênfase numas coisas e retiro-a de outras, que tiro coisas do contexto, etc.. Ainda bem que tu és diferente, e que não fazes nada disso. A frase que citaste não está tirada do contexto nem nada...

"Além disso essa nuance não altera em nada porque a tua resposta foi "não, não é." Gostas de jogar com ênfases que te servem em cada momento, mas em concreto disseste que o objetivo não é ganhar e que ganhar é uma consequência de jogar bem, jogando de forma não obsoleta e improdutiva."

O objectivo do jogo não é ganhar, porque ganhar não é uma coisa que dependa só do treinador ou do grupo de jogadores. A partir do momento em que entramos num jogo que depende de superar um adversário que tem como desígnio superar-nos a nós, a ideia de que o objectivo desse jogo é ganhar ou superar esse adversário é uma ideia vaga. Esse não pode ser o objectivo porque não há maneira de garanti-lo independentemente da maneira como o adversário nos tenta contrariar. Desse ponto de vista, o futebol (como outros jogos em que isso suceda) não tem um objectivo geral. Não é como uma receita. Não pode ter como objectivo aquilo que eventualmente aconteça no final. Desse ponto de vista, o desfecho só pode ser uma consequência. Assim como no xadrez o xeque-mate não é o objectivo, mas a consequência de tudo o que se passou antes. Em futebol, como em xadrez, o objectivo tem de ser equacionado a cada instante, e portanto é jogar melhor que o adversário a cada instante. Ou, por outras palavras, jogar bem a cada instante. É nesse sentido que se pode dizer que jogar bem é o objectivo do jogo, e ganhar a sua consequência. Imagina uma batalha. Claro que o objectivo, em termos gerais, é vencer. Mas vencer não depende apenas da vontade de cada um dos opositores. Desse ponto de vista, dizer que o objectivo da batalha é vencer é tão relevante como dizer que o objectivo da vida é a felicidade. Não acrescenta nada. Num jogo como o futebol é idêntico. O objectivo do jogo só pode ser concebido a cada instante. E, desse ponto de vista, só pode ser jogar melhor que o adversário (jogar bem), como em batalha o objectivo é lutar melhor que o adversário. Jogar bem a cada instante não garante necessariamente a consequência de vencer, mas aproxima.

"No entanto, de forma obsoleta e improdutiva segundo a tua visão, muitos têm a tal consequência de jogar bem."

Não. Não estás a perceber nada. Jogar bem não é consequência de nada. Muitos desses ganham, porque se pode ganhar sem jogar bem. Basta que os outros joguem pior, que tenham menos sorte, ou que os seus jogadores tenham menos qualidade. Jogar bem é o objectivo do jogo, se entendermos "jogar bem" por "jogar melhor que o adversário" a cada instante, mas não é consequência de nada.

Nuno disse...

"Não respondeste a isto não."

Respondi, respondi.

"Quando dizes que a recorrência de vitória não é possível jogando de forma obsoleta e improdutiva "A não ser que a concorrência seja igualmente má. Aí sim, porque alguém que tem de ganhar.", estás a nivelar por baixo muitas equipas."

Pois estou. 99% das equipas não jogam especialmente bem. Quantas mais equipas houver a jogar bem, no entanto, mais preponderância terá o "jogar bem".

"Achas por exemplo que a Juventus não tem concorrência que não seja, para ti, igualmente má?"

Uma equipa que não jogue especialmente bem pode ganhar recorrentemente em dois casos: quando a concorrência é igualmente má ou quando a disparidade de qualidade individual é decisiva. Em Itália, como também já tinha dito, era surpreendente se a Juventus não ganhasse o campeonato. O Nápoles joga muito, mas muito, melhor que a Juventus. Mas individualmente está a anos de luz da equipa de Turim. E isso é decisivo.

É ridículo defenderes que ou se joga da forma que tu defendes ou só se ganha por obra do acaso.
Em determinados momentos é o acaso, noutros é a qualidade dos jogadores... até já recorres às arbitragens. Qualquer dia é por causa da Nossa Senhora do Caravaggio..."

Sim, pode-se ganhar por qualquer uma dessas razões. Qual é que é o espanto?

"Seja como for, não demonstras que as formas que jogar diferentes do que defendes sejam obsoletas e improdutivas."

Para ti, só o demonstraria se as equipas que eu digo que jogam mal nunca ganhassem. Tu precisas da validade dos números. Não sabes o que é um argumento, por isso é natural que não te satisfaças com aquilo que procuro demonstrar argumentando.

Blogger disse...

Porque motivo o JJ "embirra" com Iuri e Francisco Geraldes.

Será que o Gelson Dala terá oportunidades este ano ?